No outro dia dei comigo a pensar "que país, que país este..." Não sou assim tão velha, mas por vezes acho que já vivi noutra época, noutro país, talvez pela educação, graças a Deus tradicional, mas com liberdade suficiente para poder pensar por mim. Há coisas que não consigo entender, e nem me vou pronunciar se sou contra ou a favor, até porque defendo a liberdade, sempre e quando a de cada um termine onde começa a do próximo. Mas será assim o assunto tão importante, para que seja uma prioridade deste governo, governo este que tem entre mãos assuntos tão urgentes e importantes como a crise económica, que se estende bem para além do nosso pais, e todas as consequências que dela derivam, tal como o desemprego -a maior taxa de que me lembro - a pobreza cada vez mais envergonhada e a falta de saídas e motivação das camadas mais novas "que são o nosso futuro", lembro me perfeitamente que nunca tive duvidas quanto á área que queria seguir, e hoje quando se pergunta a um aluno de 11º, 12º que curso quer tirar a resposta mais comum é: "Ainda não sei, eu gostava de... mas não há saídas"
Então sejamos sérios, deixemo-nos de hipocrisias e dêmos a devida importância a cada assunto, até porque hoje em dia, cada vez mais, o casamento já não é o que era; e muitos dos casais que podem optar por casar (civil ou religioso) optam por não o fazer, então porque é tão importante para aqueles que por não estar aprovada uma lei, não o podem fazer?
Será que os sentimentos não têm o mesmo valor só porque não há um papel? Será que vai alterar assim tanto a vossa vida para ser um assunto assim tão prioritário? Desculpem a minha ousadia, mas acho que não.